quarta-feira, 2 de março de 2011

Tenho escrito menos

E pensado na vida um pouco mais. Pude observar que a vida é composta de etapas - sejam elas curtas ou longas. A todo o momento em que chegamos ao final de uma delas, passamos a enxergar o mundo – e nossas escolhas – de uma maneira diferente. Somos, enquanto humanos, instáveis, suscetíveis a mudanças. É um tanto quanto heraclítico, mas não há nada que vivemos que não nos transforme. O rio em que outrora me banhei já não é o mesmo e, eu, muito menos.

E é justamente essa fugacidade que tempera a vida. Os altos e baixos mantém o sangue correndo nas veias, o coração cálido e nos guarnece de novas forças para encarar o próximo desafio. E é acreditando piamente no que escrevo que estou partindo e deixando muita coisa para trás... Não por falta de coragem ou de oportunidades, mas sim por falta de covardia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Confissão

Já estava passando da hora de postar isso aqui.

Confesso que cada vez mais pessoas vão passando pela minha vida, numa velocidade vertiginosa, que só tende ao crescimento linear. Dificilmente consigo captá-las. Vejo muitas pessoas apenas uma vez, durante uma fração de segundo e então mentalmente traço um perfil delas. Não há tempo para analisá-las ou aprofundar-me nelas –talvez pela minha própria falta de interesse de fazer parte do mundo real, do mundo dos humanos. Entretanto, às vezes, permito-me aproximar um pouco mais de certos indivíduos, na esperança de que algum deles me faça enxergar a sua essência. Na esperança de que me compreendam e me acolham, que me aconselhem com o seu silêncio, que me moldem, nem que seja um pouquinho, para que eu me torne um ser humano melhor. É exaustivo procurar, mas sei que essas pessoas existem. Suas simples existências deveriam me fazer ter um pouco mais de fé. Na humanidade. Na perenidade de laços afetivos e de sentimento de admiração intensa. Em mim mesmo. Não é o que acontece. Se me apego demais a uma pessoa, me frustro logo em seguida. É essa minha mania de estabelecer parâmetros de perfeição e querer que todos se adequem a eles. Se fogem dos meus padrões, começo a me afastar delas, assim passam a significar cada vez menos para mim. E quando olho para trás, reflito sobre a brevidade de eventos que tinham tudo para traçar um longo caminho e simplesmente se desfazem, como pó ao vento. Eu tenho cada vez menos fé. No futuro...